Acerca das coisas... mas quais coisas e o que são as coisas? Onde está isso de que se quer falar? É um aqui já de algo que está disponível. Passagem ou exibição fantástica daquilo que estou por perceber, mas essa tentativa é sempre falhada e o vazio intala-se. Existe alguma coisa afinal... vamos tentar dizer, mas não sei se consigo dizer o que tenho para dizer, porque nesse mesmo acto de dizer, parametrizo-me pela pauta do momento no momento que se consolida um isso que é estranho a mim mesmo. Como é? Porque é assim? Não sei! Vamos todos não sei para onde e se é que vamos para algum lado, posso dizer-te que ir para esse não sei onde, também não me parece possuir assim um sentido brilhante. Sentidos e coisas que se interpelam na grande caminhada que é estranha do olhar e sentir.
A dúvida assalta-me nos mais diversos campos a considerar, desde as lides de casa até ao campo da luz pedagógica, mesmo quando a dúvida filosófica se ergue sem a permissão. Não venho para aqui produzir filosofia, não é essa a minha intenção, nem sou filósofo, mas gosto de filosofia, como tal, proponho-me ser aprendiz de filósofo. E para que serve tudo isto? Alguma utilidade? Em que área?
Liga a televisão e assiste ao telejornal, escuta com atenção e questiona-te acerca da utilidade da filosofia! Primeiro tens a noção do que é a filosofia? Não vou falar da filosofia porque isso era fazer outra viragem e o tema não é esse. Mas a filosofia consiste num amor pelo saber. E o que sabes tu e como é que sabes? Quais as tuas certezas e como resolves os teus problemas? O que é que te preocupa neste momento? Alguma coisa interessante? Doença, lar, morte... ordenado? Criminalidade? País? A crise que atravessamos? Os conflitos de gerações? A sexualidade e as suas manifestações? O racismo? Afinal pensas com o quê? Quem és tu que viste ler isto? Porque viste ler isto? Acreditas em Deus? Na vida para lá da morte? E se acreditas em alguma coisa, para que serve tudo isso? O que é a felicidade? Como a sentes? será que podemos ser todos felizes? Complicado! E então serve a filosofia para alguma coisa? E serve, como explicas? Como consegues fundamentar tudo isso? Conheces alguns filósofos? Quem? Que sabes acerca deles? Que obras já leste? E o que conseguiste colocar em prática na tua vida? Bem... imensas questões. Vamos debater acerca da utilidade e inutilidade da filosofia? És capaz? Ou és daqueles que nem consegue abrir a boca para nada? Bem... vamos pensar no assunto.
E de tecnologias entendes alguma coisa? O que sabes afinal? E da blogosfera? Alguma coisa? Qual o teu blog? O que colocas lá e se o fazes, porque colocas lá alguma coisa? O que é que é mais importante para ti nesta vida? As aulas, os amigos, a familia, o dinheiro? Quem é? E porque é? És capaz de responder? Atreveste a comentar este escrito da treta? Mas será da treta? O que é que isso significa? Diz se fores capaz, se acaso gostas de filosofia, se te achas inteligente...
06.05.2009
Jorge Ferro Rosa
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quarta-feira, 6 de maio de 2009
segunda-feira, 26 de janeiro de 2009
DAQUILO PARA O QUAL

Senti vontade de escrever, como na maioria das vezes acontece, mas algo parece que falta! Falta-me sempre alguma coisa entre os princípios substanciais, as formas da existência por dimensões que ficam por sintetizar.
As evidências são sempre objecto de reflexão, a expressão dinâmica gera um movimento especial onde o indizível se executa. Desfazem-se posturas, criam-se outras e a obscuridade da existência é uma postura.
Momento sintético que vislumbra outra condição, esta medida densa do pulsar existencial onde tomo de ti uma hipótese! Projecto-me numa tensão rumo ao infinito, uma busca incessante, apesar de ter encontrado aquilo que me parece razoável, pelas mais diversas vertentes, comungando assim do sentimento universal. Resta apenas este lugar onde tudo incide apesar das formas estranhas de abordagem, dos modos como a consciência concebe o que se lança… começo aqui a interioridade do irreflectido, em viagem ao absoluto daquilo para o qual não tens palavras.
Castro Marim, 26 de Janeiro de 2009 – 14:03h
Jorge Ferro Rosa
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